Segurança: qual o risco de usar o celular conectado à tomada?

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Energisa alerta e orienta clientes sobre uso de cabos, fones e demais acessórios. Doze acidentes foram registrados no país, segundo Abracopel.
Assessoria
Foto: Energisa

Não é de hoje que o uso de equipamentos elétricos passou a ser rotina. Mas a comodidade e os novos serviços atrelados à energia têm ampliado esse leque de opções com produtos cada vez mais variados. Mas ter a energia ao nosso lado e tão presente em nossas vidas, exige cuidados principalmente com equipamentos conectados à tomada. É o caso do telefone celular. A Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), registrou 12 acidentes por choque elétrico em 2022, com seis mortes. Mas especialistas acreditam que esse número pode ser ainda maior dependendo da gravidade da ocorrência.

O coordenador de Saúde e Segurança da Energisa Heitor Galdino explica que quanto menor a gravidade, menos a pessoa faz a notificação desses casos. No entanto, o profissional esclarece que apesar de parecer uma prática inofensiva, é preciso muita atenção no uso do celular enquanto carrega, principalmente se estiver chovendo. “A orientação é evitar usar aparelhos conectados à tomada durante as chuvas, nesses períodos há maior incidência de descargas atmosféricas, que podem atingir a rede e, caso o celular esteja carregando, pode conduzir a corrente elétrica e causar acidentes”, afirma Heitor.

O especialista traz ainda o alerta sobre uma prática comum, principalmente entre os adolescentes: o uso de fones de ouvido com fio. Segundo o coordenador, não se deve jamais utilizar os acessórios quando o celular estiver ligado à tomada, pois o fio do fone pode se tornar um condutor durante uma sobrecarga na rede e oferecer um grande risco de choque elétrico.

Outra preocupação é com o estado de conservação e a qualidade dos cabos de carregadores. “Se o carregador estiver com aquela capa de proteção do fio, rompida, a energia pode escapar ali e atingir quem tá usando o aparelho. E é um choque forte. Além disso, muitos carregadores são genéricos e podem esquentar e até pegar fogo, se não forem de boa procedência. Ou seja, é importante a utilização de acessórios originais ou com certificação de qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) ”, diz Galdino.

Fio de carregador perto de crianças e animais não combina

Heitor também faz um alerta para os donos de pets. “É comum ver dono de cão e gato dando o fio do carregador para o animal brincar. Isso é um perigo. O bichinho não sabe diferenciar se um carregador, por exemplo, está ou não ligado na energia. Muitas vezes ele vai brincar com o fio porque está curioso ou tem esse costume. E na hora que morde, toma o choque. Há casos de animais que tem a boca queimada, até com a amputação de parte da língua e até a morte numa situação mais grave”, explica o coordenador.

Em relação as crianças, uma boa dica é evitar deixar carregadores com acesso fácil aos pequenos. “Se a criança morder um fio, pode ocasionar um acidente fatal. É importante deixar isso claro. Então carregador precisa estar longe do alcance dela”, comenta o especialista.

Confira outras orientações:

  • Não abafe o celular, por isso, evite deixar o aparelho carregando embaixo do seu travesseiro ou do seu corpo. O superaquecimento pode prejudicar a bateria do seu celular ocasionando problemas como explosões ou incêndios;
  • Se for necessário fazer a troca da bateria de um aparelho celular, opte pela original. Utilizar peças falsas podem comprometer o aparelho, além disso, baterias podem acabar dilatando por serem compostas por elementos químicos que podem ocasionar explosões;
  • Não deixe o celular carregando em locais úmidos;
  • Não deixe o carregador na tomada após concluir o carregamento do aparelho.