Vice-prefeito de município de MT é preso por posse ilegal de arma em operação contra desmatamento ilegal

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Por Ianara Garcia, TV Centro América
Vice-prefeito de Feliz Natal Antônio Alves da Costa (PDT) é preso por posse ilegal de arma de fogo — Foto: Reprodução

O vice-prefeito de de Feliz Natal, a 538 km de Cuiabá, Antônio Alves da Costa (PDT), foi preso em flagrante nesta terça-feira (16) por posse ilegal de arma de fogo durante a Operação Ronuro. A ação investiga um grupo criminoso que agia na extração e desmatamento ilegal de madeira em Mato Grosso. A Polícia Civil cumpriu 22 mandados de busca e apreensão contra investigados.

As madeireiras do prefeito José Antônio Dubiella (MDB) e do vice são alvos da operação.

A TV Centro América entrou em contato com o gabinete do prefeito e vice-prefeito de Feliz Natal, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

 Prefeito José Antônio Dubiella (MDB) e o vice-prefeito de Feliz Natal, Antônio Alves da Costa (PDT), são alvos da operação — Foto: Divulgação
Prefeito José Antônio Dubiella (MDB) e o vice-prefeito de Feliz Natal, Antônio Alves da Costa (PDT), são alvos da operação — Foto: Divulgação
A operação

A Polícia Civil deflagrou uma operação para investigar o desmate ilegal no norte do estado. As 22 ordens judiciais foram cumpridas em Cláudia, Feliz Natal, Nova Ubiratã e Sorriso. Além dos mandados, os locais onde funcionam as madeireiras serão bloqueados e terão as atividades suspensas, até o término das investigações.

A polícia ainda registrou três flagrantes por posse de arma e munições sem registros na madeireira em que o vice-prefeito administra.

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram em 2019, após denúncias de que pessoas envolvidas no comércio de madeira na região praticavam crime ambiental fazendo a extração ilegal na Estação Ecológica Rio Ronuro, localizada no município de Nova Ubiratã.

Operação Ronuro cumpre 22 mandados de busca contra grupo envolvido em crimes ambientais — Foto: Polícia Civil
Operação Ronuro cumpre 22 mandados de busca contra grupo envolvido em crimes ambientais — Foto: Polícia Civil

A partir do mês de fevereiro do ano passado, as diligências foram intensificadas para identificar os agentes responsáveis pelo dano ambiental, com a extração e desmatamento ilegal da vegetação nativa preservada.

Conforme as investigações, a associação criminosa cometia o desmatamento visando lucro financeiro a qualquer custo, com a destruição da vegetação e sem se preocupar com os danos ambientais e à fauna.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava "laranjas" para burlar as leis ambientais — Foto: Polícia Civil
Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava “laranjas” para burlar as leis ambientais — Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil informou que agentes políticos, madeireiros, empresas transportadoras, pessoas físicas e jurídicas, que vinham se beneficiando com a extração, integram esse grupo investigado. De acordo com as equipes, o grupo utilizava terceiros como “laranjas” para mascarar o comércio irregular da matéria-prima, burlar a administração pública ambiental e fiscal, praticando o crime ambiental e a sonegação de impostos.

O prefeito José Antônio Dubiella (MDB) já foi preso em outubro de 2017 por crime ambiental e posse ilegal de arma de fogo.