Tesouseiro de conselho de farmácia e superintendente de Saúde são alvos de operação que apura desvio de medicamentos em MT

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Por Davi Vittorazzi, TV Centro América
Tesoureiro do Conselho Regional de Farmácia (à esquerda) e superintendente de Saúde (à direita) — Foto: Reprodução

Os alvos da “Operação Fenestra”, deflagrada nesta segunda-feira (22), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, incluem o tesoureiro do Conselho Regional de Farmácia do estado (CRF), Ednaldo Jesus e Silva, e o superintendente da Secretaria Municipal de Saúde do município, Oswaldo Prado Rocha.

TV Centro América tenta contato com os acusados. O CRF informou, em nota, que acompanha o caso e que confia no trabalho da Justiça para que os fatos sejam esclarecidos.

A ação policial cumpriu 22 mandados judiciais sobre suposto esquema de desvio de medicamentos da farmácia da Unidade de Pronto Atendimento (UPA Ipase) da região.

 A ação foi realizada na manhã desta segunda-feira (22), durante a "Operação “Fenestra” — Foto: Polícia Civil
A ação foi realizada na manhã desta segunda-feira (22), durante a “Operação “Fenestra” — Foto: Polícia Civil

A prefeitura informou que aguarda a Procuradoria do município ser citada das ordens judiciais para uma posição oficial e que, a princípio, a posição do prefeito é de demissão de cargos comissionados e afastamento de servidores de carreira, com abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Entre os alvos da investigação, estão o superintendente de Saúde do município, chefes da farmácia e um empresário do ramo de medicamentos que foram presos.

  • Jackson Alves Lopes – farmacêutico/servidor;
  • Ednaldo Jesus e Silva – farmacêutico/servidor e tesoureiro do Conselho Regional de Famárcia;
  • Fernando Metelo Gomes de Almeida – empresário do ramo da saúde;
  • Oswaldo Prado Rocha – superintendente da Atenção Secundária das UPAs Ipase e Cristo Rei.

De acordo com a polícia, foram cumpridos quatro ordens de prisão, oito de busca e apreensão, quatro mandados de suspensão do exercício de função pública de agentes públicos da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, além de mandado de sequestro de veículo pertencente ao superintendente de Saúde do município.

Ainda de acordo com a polícia, também foram determinadas quatro medidas cautelares a investigados que responderão em liberdade, mas estão proibidos de frequentarem qualquer unidade de saúde, hospital ou pronto socorro público de Várzea Grande, exceto como pacientes.

Participação no crime

Durante as investigações também foi demonstrado que o desvio de medicamentos era liderado pelo superintendente de saúde de Várzea Grande, o que destaca, em especial, a atuação delituosa dos agentes públicos, chefes de farmácia, sem a qual certamente os fatos não ocorreriam em prejuízo da farmácia da Upa, informou a polícia.

Os investigados devem responder pelo crime de associação criminosa, peculato, inserção de dados falsos em sistema de informação, corrupção passiva, extravio de documento e lavagem de dinheiro.

Nome da operação

Fesnestra faz alusão à palavra em latim que significa janela, que foi aberta no fundo da farmácia Upa Ipase no período pandêmico para o desvio de medicamentos.