Sala de Situação de Arboviroses realiza primeira reunião

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De: Prefeitura Municipal de Campo Verde

Doenças como a dengue, a zika e a chikungunya, têm preocupado as autoridades sanitárias em todo o Brasil. Em Campo Verde, não é diferente. Apesar das campanhas e de todo o trabalho realizado pelos Agentes de Combate à Endemias, o mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças, continua se multiplicando.

Como forma de fortalecer ainda mais o combate ao vetor, foi criada em Campo Verde a Sala de Situação de Arboviroses, que tem como objetivo intensificar, consolidar e divulgar informações para a tomada de decisões visando a melhora das atividades para vigilância e controle das arboviroses, além de orientar a mobilização para a eliminação do Aedes aegypti e prevenir as doenças transmitidas pelo mosquito.

Também é objetivo da Sala de Situação de Arboviroses estabelecer orientações para organização e operacionalização de ações de combate à dengue, à zika e à chicungunya. “E o principal é ouvir sugestões de como podemos trabalhar de agora para frente, para que consigamos a diminuição no número de casos de arboviroses”, acrescentou Cristiane Simões, gerente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Verde.

Na última terça-feira (25), os integrantes da sala de Situação de Arboviroses participaram da primeira reunião, onde foi apresentado um levantamento dos trabalhos realizados no combate ao mosquito e apontados os principais problemas que contribuem com a proliferação do Aedes aegypti.

De acordo com os números apresentados, em 2023 foram inspecionados 34,6 mil imóveis no município, enquanto outros 3,2 mil não puderam ser inspecionados por estarem fechados. Também foram eliminados 13,4 mil recipientes que serviam como criatório do Aedes aegypti e coletadas 850 amostras de larvas do mosquito. 4.026 larvas testaram positivas para o Aedes. Em janeiro, a Vigilância Ambiental realizou um Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRA) em 902 imóveis, com um índice de 3,9%.

Durante a reunião da Sala de Situação de Arboviroses, foram demonstrados os principais problemas enfrentados pela Vigilância Ambiental no combate ao mosquito Aedes aegypti, que são: terrenos baldios com vegetação alta, entulho e lixo; problemas com bueiros e água servida, máquinas expostas em pátio de grandes empresas que acumulam água, ferros-velhos e depósito de materiais para reciclagem em vários bairros da cidade e problemas com calhas e pátios de prédios públicos.

A sala de Situação de Arbovirose voltará a se reunir no próximo mês para que seja demonstrado um levantamento das ações realizadas e apresentadas novas sugestões de combate ao mosquito Aedes aegypti.