Suspeita de tráfico – Justiça mantém prisão de fisioterapeuta presa em operação

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Do: MidiaNews
Laura é acusada de envolvimento com tráfico de drogas; com ela foram apreendidos R$ 9 mil
A fisioterapeuta Laura Lima, presa durante operação da PJC

A Justiça manteve a prisão preventiva da fisioterapeuta Laura Cristina Souza Lima Amorim, de 44 anos, presa na sexta-feira (13) na Operação Impetus Tijucal, deflagrada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) contra o tráfico na Capital.

A decisão, dada durante audiência de custódia, é da juíza de direito Helícia Vitti Lourenço.

Laura foi presa em casa, onde também funciona sua clínica. Com ela, os policiais apreenderam R$ 9 mil em espécie.

Segundo a delegada Juliana Chiquito Palhares, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a mulher fazia do espaço uma espécie de “puxadinho” do negócio ilegal.

Nas redes sociais, ela compartilhava o dia a dia do seu trabalho como fisioterapeuta e ostentava carros e joias.

Ainda conforme a delegada, Laura possui outras passagens criminais, entre elas uma tentativa de homicídio.

Durante a audiência de custódia, a defesa de Laura pediu a revogação da prisão preventiva e imposição de medidas cautelares. A juíza negou.

“Demonstrados os requisitos para a medida extrema, denotam-se insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão à autuada, razão pela qual acolho a manifestação ministerial e indefiro o pedido de substituição da medida cautelar diversa da prisão preventiva legalmente decretada, por ser a única maneira de assegurar a ordem pública, dada a sua suposta participação na organização criminosa apontada pela autoridade investigativa”, escreveu a magistrada.

Por fim, a magistrada ainda determinou que a direção da Penitenciária Ana Maria da Couto, para onde a fisioterapeuta foi levada, informe se possui os meios materiais e recursos humanos suficientes para atender as necessidades específicas de Laura quanto aos cuidados médicos e de saúde. A juíza deu um prazo de 48 horas para que a unidade responda à demanda.

 

A operação

Ao todo, a Polícia Civil cumpriu 54 mandados judiciais, sendo 18 de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão.

Esta é a segunda fase da operação. A primeira foi deflagrada em agosto de 2021 para cumprimento de 11 ordens judiciais, com objetivo inicial no enfrentamento ao tráfico de drogas, bem como para identificação de vínculos associativos entre os investigados.

Todo material arrecadado na primeira fase e de denúncias foi analisado, sendo iniciadas novas investigações que revelaram o liame entre os investigados e uma facção criminosa local, com estruturas de arrecadação dos valores auferidos com o tráfico de drogas e outros crimes na região da grande Tijucal.

Durante os trabalhos, foram identificados 36 pontos de difusão de drogas.