Imóvel em condomínio de luxo de investigado por aplicar golpes de R$ 30 milhões em irmãos da maçonaria é bloqueado em MT

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Por g1 MT
Suspeito de aplicar golpes financeiros em integrantes da maçonaria — Foto: Reprodução

A Justiça estadual determinou o bloqueio de um imóvel no condomínio Florais da Mata, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, em nome do bacharel em direito Samir de Matos, que está sendo investigado por aplicar golpes de cerca de R$ 30 milhões em mais de 70 pessoas, incluindo os irmãos dele de uma loja macônica, na capital.

Além disso do imóvel, foi determinado o bloqueio de um apartamento no Edifício Privilége, no bairro Duque de Caxias, região central de Cuiabá.

Imóvel no condomínio Florais da Mata foi bloqueado — Foto: Divulgação
Imóvel no condomínio Florais da Mata foi bloqueado — Foto: Divulgação

Os bens ficarão bloqueados como garantia de pagamento das pessoas que entraram na Justiça contra o ex-membro da maçonaria. Ele foi expulso pela comunidade por entender que Samir teria se aproveitado da confiança de algumas pessoas da irmandade para causar danos a elas.

Samir dizia aos amigos que aplicaria os recursos disponibilizados por eles em investimentos no mercado financeiro. No entanto, desde dezembro de 2021 não pagava os valores prometidos.

A decisão da juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro do dia 1º deste mês diz na ação que depois que aplicou os golpes o advogado sumiu, diante disso, determinou o arresto dos bens.

A ação foi proposta por uma das vítimas. A magistrada destacou que o perigo de dano consiste no fato de que Samir pode não ser localizado, e não realizar o pagamento do requerente, continuando inadimplente.

Entenda o caso

O bacharel em direito está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Estelionato da Polícia Civil por supostos golpes financeiros em “irmãos” da maçonaria.

Uma das vítimas é um advogado, que pediu para não ter o nome divulgado. Segundo ele, Samir prometeu investir o dinheiro e que não correria riscos no mercado financeiro.

Desde 2019, um percentual de lucratividade seria revertido ao suspeito como parte da negociação para realizar os investimentos.

A promessa do suspeito seria de que as vítimas jamais teriam prejuízos se investissem com ele, de acordo com o boletim de ocorrência.

Ao todo, o advogado fez seis depósitos, totalizando R$ 836.112 mil. Porém, os dois últimos valores, que, juntos, somam R$ 362.700 mil, não teriam nem sido aplicados pelo suspeito.

Samir não foi mais localizado depois que a namorada dele o levou até a rodoviária no último sábado (19), de acordo com o boletim.

A polícia não informou os valores das outras vítimas.