Operação para desarticular esquema de tráfico de drogas cumpre 17 mandados em Cuiabá

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Por g1 MT
A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) deflagrou a Operação Doce Amargo — Foto: PJC/MT

A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), deflagrou nesta quinta-feira (24), a Operação Doce Amargo, para desarticular uma associação criminosa voltada ao comércio de drogas sintéticas na região metropolitana.

Foram cumpridos 17 mandados.

Segundo as investigações da DRE, os alvos da operação atuavam na venda de drogas como ecstasy, MDMA, LSD, conhecidos popularmente como ‘bala’, ‘roda’ e ‘doce’, além de outras substâncias como ‘loló’, lança-perfume ou clorofórmio.

A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) deflagrou a Operação Doce Amargo — Foto: PJC/MT
A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) deflagrou a Operação Doce Amargo — Foto: PJC/MT

No total são cumpridos na operação nove mandados de busca e apreensão domiciliar e oito de prisão temporária, expedidos pela 9ª Vara Criminal da Capital. Todas as ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá.

As investigações que culminaram na operação iniciaram em dezembro de 2021, com informações de traficância que levaram a DRE a prender um dos investigados em flagrante, na posse de cocaína, arma de fogo, munições, bloqueadores de sinais e outros materiais.

Com a prisão do suspeito, as investigações se aprofundaram e um novo inquérito policial foi instaurado para apurar crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) deflagrou a Operação Doce Amargo — Foto: PJC/MT
A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) deflagrou a Operação Doce Amargo — Foto: PJC/MT

Nas análises realizadas pela delegacia, foi possível identificar, até então, mais sete possíveis traficantes relacionados a drogas sintéticas, todos com algum vínculo com o primeiro investigado.

Ainda durante as investigações, foram tratativas que os investigados mantinham, negociando compra e venda de drogas sintéticas. Os investigados foram acompanhados, sendo realizadas análises de das interações sociais, o que baseou o relatório policial que subsidiou a representação pelas ordens judiciais.

Os alvos presos temporariamente na operação serão interrogados no inquérito policial, e também será analisado todo o material apreendido durante o cumprimento dos mandados.

As prisões temporárias tem prazo de 30 dias, podendo ser prorrogadas por igual período ou convertidas em preventiva com base na continuidade das investigações.

Nome da operação

A palavra ‘doce’ faz referência à forma como as drogas são conhecidas por este mercado consumidor. Já o termo ‘amargo’ faz alusão à situação dos envolvidos se veem atingidos pela repressão estatal diante de crime repudiado pela sociedade.

A operação conta com apoio das equipes das unidades de Diretoria de Atividades Especiais (DAE): Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), Delegacia Especializada de Polinter e Capturas e Gerência de Operações Especiais (GOE) e também de unidades da Diretoria Metropolitana: Delegacias Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e de Várzea Grande, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA) e Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).