Presidente da Fiemt diz que indústria que transforma galões de agrotóxicos em tubos foi destaque na COP 26

53 0
Por g1 MT
Indústria de Mato Grosso produz tubos para a construção civil com o uso de embalagens de agrotóxicos — Foto: Fiemt

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo Oliveira, disse, em entrevista ao jornal Primeira Página, da Centro América FM, que uma indústria de transformação de galões de agrotóxico em tubos para a construção civil foi destaque na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 26), em Glasgow, na Escócia.

A indústria já recicla sete mil embalagens por ano.

“Nós temos uma indústria 100% mato-grossense que já tem 18 anos e que basicamente pega os galões de defensivos agrícolas e ao invés de incinerar, transforma em tubos para a construção civil”, comentou o presidente.

Presente da comitiva de MT em Glasgow, o presidente disse que a empresa ganhou grande destaque entre as soluções do Brasil para combater o aquecimento global, em uma pré-apresentação realizada no país.

No vídeo de apresentação da indústria de Mato Grosso, o governo federal diz que o programa de reciclagem de embalagens de defensivos agrícolas deu certo no Brasil e que 93 de cada 100 embalagens foram devolvidas e transformadas em 2020.

A apresentação mostrou todo o processo. As embalagens são lavadas por três vezes antes da transformação, por exemplo.

Mato Grosso na COP 26

Gustavo Oliveira disse que estado tem apresentado suas boas referências, como o uso de energia/combustíveis de fonte renovável e a busca por aumento da produção com menor impacto ao meio ambiente. Segundo ele, que realmente se interessa pelo assunto, presta atenção no que Mato Grosso tem a mostrar. No entanto, os concorrentes do estado sempre questionam o que está sendo feito.

Segundo ele, apesar dos esforços, Mato Grosso ainda precisa trabalhar na questão do desmatamento florestal e nos incêndios, que contribuem para a produção de gás carbônico (CO2) e elevam o efeito estufa.

Destaca que a população também precisa se preocupar cada dia mais com o aquecimento global. Afirma que é necessário entender que se tem um custo maior na produção, com isso, o produto terá um valor mais alto, se comparado aos produtos sem o selo verde.