Protesto no Afeganistão é reprimido pelo Talibã com violência, e ao menos 3 pessoas morrem

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Por G1
Cidade de Jalalabad, no Afeganistão em 15 de agosto de 2021; na imagem, há militantes do Talibã com a bandeira do grupo — Foto: Reuters

O Talibã reprimiu violentamente uma manifestação na cidade de Jalalabad, no Afeganistão, nesta quarta-feira (18).

Membros do grupo extremista efetuaram disparos em uma multidão e bateram em manifestantes.

Pelo menos três pessoas morreram e 12 ficaram feridas, segundo a agência Reuters e com a rede Al Jazeera.

O protesto começou porque o Talibã tirou a bandeira do Afeganistão de um monumento no centro da cidade e colocou a sua própria.

Uma parte grande dos cidadãos da cidade não gostou da mudança e resolveu protestar.

Segundo o jornal “New York Times”, centenas de manifestantes fizeram um protesto na principal rua comercial da cidade. Eles carregavam a bandeira do Afeganistão, assoviavam e gritavam.

Os membros do Talibã atiraram para o alto para que a multidão se dispersasse. Isso não aconteceu. Os talibãs, então, começaram a agredir os manifestantes.

Cidade tomada após acordo com extremistas

Jalalabad fica perto da principal fronteira do Afeganistão com o Paquistão e é um importante centro comercial.

Mapa mostra a localização de Jalalabad, no Afeganistão — Foto:  G1

O Talibã tomou a cidade há quatro dias. Não houve muita luta: os líderes locais chegaram a um acordo com os extremistas.

Também houve protestos na cidade de Khost, no sul do país.

A resposta do Talibã à manifestação em Jalalabad mostra que a tentativa dos líderes do grupo de se mostrar como moderados pode ser só no discurso. “Não queremos que o Afeganistão seja um campo de batalha”, disse Zabihullah Mujahid, um porta-voz do grupo, em uma entrevista coletiva na terça-feira (17).

Caos do lado de fora do aeroporto de Cabul

Nesta quarta-feira houve conflitos do lado de fora do aeroporto de Cabul —ainda há muita gente que tenta fugir do Afeganistão.

Ao menos 17 pessoas ficaram feridas, de acordo com informações de um agente da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) no local passou ao “New York Times”.

Militares dos Estados Unidos controlaram a área interna do aeroporto e os voos militares foram retomados. No entanto, do lado de fora, a situação é caótica.