Policial que seria dono de helicóptero que caiu em MT possui cinco aeronaves; bombeiro está preso em Chapada

231 0
Do: Olhar Direto
Foto: Reprodução/Olhar Direto

O papiloscopista policial Ronney José Barbosa Sampaio, do Distrito Federal, possui cinco aeronaves, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Entre elas, consta o helicóptero de modelo Robson 44, que caiu nas proximidades de Poconé (104 quilômetros de Cuiabá), no último domingo (1º), com quase 280 quilos de cocaína. A matéria foi publicada pelo UOL. O piloto, que é bombeiro, foi preso e disse que foi obrigado a fazer o transporte.

Em consulta feita na terça-feira (03), no site da Anac, o nome do policial civil aparece como proprietário de cinco aeronaves – o helicóptero envolvido na queda, um Robinson 44, de prefixo PT-RMM, com matrícula cancelada, outro Robinson 44, de prefixo PR-HCM, com matrícula cancelada, o ultraleve de prefixo PU-ADH, o helicóptero Robinson 22, de prefixo PT-YDU, com aeronavegabilidade cancelada, e uma aeronave experimental, de modelo EXEC 162F, do fabricante Mike Seymour, em situação normal para voos.

No portal da transparência do governo do Distrito Federal consta que o papiloscopista da Polícia Civil possui o salário de R$ 16.900,89, mas a remuneração recebida por ele em junho foi no valor de R$ 19.746,02.

Ainda segundo os dados da Anac, o helicóptero de prefixo PT-RMM, modelo R44 II, do fabricante Robinson Helicopter, tinha como proprietário e operador Ronney José Barbosa Sampaio desde o dia 5 de maio deste ano.

A ANAC informou que Sampaio adquiriu a aeronave no dia 30 de abril de 2021 e o antigo proprietário registrou a venda no dia 5 de maio, dentro do prazo de 30 dias para comunicação e registro.

Em entrevista à imprensa local, Sampaio afirmou que adquiriu o helicóptero há cerca de um ano, mas, por falta de dinheiro para regularizar a liberação de voo, acabou vendendo a aeronave no dia 25 de maio deste ano. As datas não coincidem com os registros da ANAC.

A reportagem tentou contato com o papiloscopista durante o dia, mas as ligações não foram atendidas.

A apreensão da droga ocorreu no domingo (01.08) em ação conjunta da Polícia Federal (PF), com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer/MT) e o Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron/MT), de enfrentamento ao tráfico de drogas pelo modal aéreo.

Na ação, foi apreendida uma aeronave de asa rotativa modelo ROBSON 44 e aproximadamente 280 quilos de cocaína. O helicóptero carregado com a droga caiu no município de Poconé.

Bombeiro

O terceiro sargento do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Alberto Ribeiro Pinto Júnior, de 45 anos, preso na quarta-feira (04), após cair com um helicóptero contendo quase 300 quilos de cocaína, alegou ter sido obrigado a fazer o transporte da droga, após criminosos ameaçaram ele e sua esposa. Ele está detido em Chapada dos Guimarães, em uma cadeia destinada a militares.

Em depoimento ao delegado Maurício Maciel, o bombeiro confessou ser ele o piloto da aeronave e contou que presta serviços agrícolas com aeronave de asas rotativas, como pulverização e monitoramento. O bando teria contratado ele para seguir até uma fazenda em Maringá (PR).

Porém, ele afirma ter feito apenas um voo de 15 minutos na fazenda, tendo recebido R$ 7 mil para isto. Um dos homens então perguntou questionou que queria apenas ver se o interrogado conseguia tirar a aeronave de um local com muitos buracos.

Em certo dia, o integrante da organização criminosa ligou para o bombeiro, dizendo que ele faria o transporte da aeronave de Maringá até uma cidade de Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul, da qual ele não se recorda o nome. Não havia plano de voo, já que a aeronave estava com os documentos vencidos.

Alberto relata ainda que ficou em uma fazenda, entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde foi informado que teria de buscar um “negócio” para os bandidos. Neste momento, o bombeiro disse que não queria fazer isto, pois era honesto.

Em tom de ameaça, um dos homens disse que ele já estava no local, sabia o que estava acontecendo e que não deixaria ele ir embora sabendo de tudo. Além disto, ameaçou ir atrás dele e de sua esposa, que mora em Nova Friburgo (RJ).

Os bandidos então pegaram o celular do bombeiro e o obrigaram a voar até Cambará (PR), em uma fazenda, onde ele e um dos criminosos pernoitaram. Na volta, foi informado que teria de voltar sozinho e viu a droga já carregada no helicóptero. Por nervosismo, ele disse que pousou a aeronave no caminho e, quando tentou decolar, tombou-a.