Mato Grosso tem mais de 2 mil pessoas vivendo em situação de rua

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Por G1 MT
Mato Grosso tem mais de 2 mil pessoas vivendo em situação de rua — Foto: João Reis/Setasc

Mato Grosso tem mais de 2 mil pessoas vivendo em situação de rua. É o que aponta um levantamento da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) em Mato Grosso.

Conforme o boletim levantado, atualmente em Mato Grosso há 2.114 pessoas vivendo em situação de rua inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o que corresponde a 0,16% do total de cadastrados.

Dessas, 1.283 recebem o benefício do Programa Bolsa Família, representando 60% dessa população.

Em 2021, de acordo com o CadÚnico, 58 municípios registraram pelo menos um caso de situação de rua em seu território. Esse público está concentrado nos municípios de grande e médio porte, o que corresponde a 88%.

Comparando com o ranking do ano anterior, observa-se que Alta Floresta saiu da lista e deu lugar à Campo Novo do Parecis. Rondonópolis, Cuiabá, Sinop, Várzea Grande e Primavera do Leste continuam liderando o ranking dos municípios com mais pessoas em situação de rua.

Quanto ao perfil desse público, nota-se que em Mato Grosso, assim como em outros estados, a maioria das pessoas que vivem nas ruas são do sexo masculino, sendo 1.936 homens (91%) e 178 mulheres (9%) cadastrados.

O desemprego é o principal motivo apontado como razão da ida para as ruas. Outras causas mais apontadas são o alcoolismo; conflitos e desentendimentos com familiares.

De acordo com a adjunta de Assistência Social, Leicy Vitório, o boletim tem objetivo de subsidiar a avaliação e o planejamento das ações socioassistenciais. As informações referentes às pessoas em situações de rua (PSR) identificadas no Cadastro Único foram atualizadas.

19 de Agosto

O Dia Nacional de Luta da População de Rua teve origem em 2004, quando sete pessoas em situação de rua foram mortas e oito ficaram feridas, entre os dias 19 e 22 de agosto, na Praça da Sé, em São Paulo. Foi o episódio mais violento envolvendo essa população. Desde então, o dia busca reflexão sobre o que ainda falta para esse grupo tão vulnerável e invisível.