Filho de idosa diz que crime chocou pela “brutalidade e crueldade”

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Do: MidiaNews
Jairde Alexandre Martinez não resistiu a ferimento a bala; marido foi internado em estado grave
Rogério Martins ao lado dos pais Jairde e José Carlos

A família da fazendeira Jairde Alexandre Martinez, de 65 anos, que morreu durante um assalto a sua propriedade na quarta-feira (11) em São José do Rio Claro, ainda está perplexa com a perda e como tudo aconteceu. Ela e o marido foram mantidos como reféns por um grupo de criminosos.

Durante o roubo, os bandidos trocaram tiros com policiais militares. Jairde e dois assaltantes morreram. Ainda não se sabe de onde partiram os disparos que atingiram a idosa.

Segundo o filho do casal, o jornalista Rogério Martinez, de 42 anos, todos estão “destroçados” com o caso, que comoveu a cidade inteira. “Eram os dois lá na fazenda, não tinham maldade nenhuma no coração”, conta o filho.

“Minha mãe, uma pessoa doce, era boa demais. Não dá pra aceitar! Não dá para entender!”, diz ele emocionado.

O casal chegou na cidade – de aproximadamente 22 mil habitantes – há quase 40 anos e eram considerados pioneiros em São José do Rio Claro.

Segundo informações repassadas à família, o bando teria chegado na propriedade por volta das 9h da manhã e passado o dia com o casal, que foi amarrado e agredido. “O pessoal está espantado com a crueldade, com a brutalidade”, complementa Rogério.

Ele, que mora em Lucas do Rio Verde, foi avisado do crime pelas irmãs durante a madrugada desta quinta-feira (12), por volta da 1h.

O casal foi retirado do local com vida e encaminhado para o Hospital do Município. Os dois foram atingidos por disparos na cabeça.

O marido de Jairde, José Carlos Carrilho Martinez, de 69, estava consciente quando foi socorrido. “Na hora que ele saiu da fazenda ele estava conversando, pedindo para o pessoal socorrer a minha mãe”, contou Rogério.

A vítima – apesar de consciente – foi transferida em estado grave para uma unidade de Cuiabá.

Um dos homens mortos durante o confronto – que possivelmente estava envolvido no crime – era conhecido da família e já havia pescado na propriedade.

Rogério explicou que passa um rio relativamente grande pela fazenda e que, corriqueiramente, aparecia alguém da cidade pedindo permissão para pescar.

“Como ele [o pai] conhece todo mundo da cidade, ele nunca diz não. O pessoal pede pra ir lá pescar e ele libera”, diz.

O corpo de Jairde foi encaminhado para a cidade de Diamantino, para a realização dos exames de necropsia.

A previsão é que o corpo retorne para São José do Rio Claro até as 13h, para a realização do velório.

O caso 

Ao todo, sete homens teriam invadido a propriedade e feito as vítimas de reféns. Dois suspeitos foram presos e dois bandidos foram mortos durante o confronto.

Segundo Rogérios, durante as buscas, mais um dos envolvidos teria sido preso e outros dois ainda estariam foragidos.

As investigações seguem em andamento e são comandadas pela Polícia Civil.